A trajetória de Riri Williams no Universo Cinematográfico Marvel nunca foi sobre herança ou legado. Foi sobre invenção. A personagem, apresentada em “Pantera Negra: Wakanda Para Sempre”, retorna agora como protagonista de “Coração de Ferro“, nova série da Marvel disponível no Disney+. Interpretada por Dominique Thorne, Riri é uma jovem afro-americana de dezenove anos, estudante do MIT, inventora brilhante e criadora de uma armadura capaz de rivalizar com a do próprio Homem de Ferro.

Mas a série vai além da tecnologia. “Coração de Ferro” confronta sua protagonista com dilemas mais profundos: o peso do luto, o retorno à cidade natal, a responsabilidade com a própria história. Chicago deixa de ser apenas cenário para se tornar espelho. É nesse ambiente que Riri cruza caminhos com Parker Robbins, o misterioso The Hood vivido por Anthony Ramos, e entra em choque com aquilo que não pode ser construído nem controlado: a magia.
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Dominique Thorne conversou com a Team Comics sobre o novo momento da personagem, os bastidores da produção e o que faz de Riri uma das figuras mais potentes e complexas do MCU atual.
O que o público pode esperar de Coração de Ferro?
“O que me chamou a atenção foi como a história da Riri e sua entrada no MCU são diferentes das de outros personagens. Depois de dar vida à Riri no universo de Wakanda, tivemos uma oportunidade incrível de dar continuidade a isso com um mergulho mais profundo na personagem, que permitiu uma exploração da sua história de origem. Não estamos necessariamente voltando no tempo; é mais como se estivéssemos alcançando o presente e vendo os efeitos daqueles primeiros momentos decisivos da vida dela, e observando a pessoa que ela está tentando se tornar.”
Onde encontramos Riri quando a série começa?
“Encontramos Riri prestes a ser expulsa do MIT quando suas artimanhas finalmente vêm à tona. É uma espécie de acerto de contas, e ela precisa encarar as consequências de suas ações. Ela está bem mais consciente de si mesma do que antes dos acontecimentos em Wakanda. Então, desta vez, Riri é muito mais criteriosa em relação às pessoas com quem se envolve — está mais atenta às verdadeiras intenções das pessoas. Sua principal preocupação é proteger a si mesma e à sua família, porque agora ela tem plena noção do que existe lá fora, no mundo.”
Como essa história fantástica se desenrola em um cenário tão realista como o de Chicago?
“Acho que a primeira coisa que me chamou a atenção foi o quanto tudo parecia real ou o quanto uma história que envolve magia e trajes voadores pode ser real. O que me tocou foi que, no papel, as palavras que a Riri dizia soavam como coisas que eu realmente diria muitas vezes já li roteiros ou histórias em que dá para perceber que a perspectiva que me é familiar, a que eu e as pessoas do meu convívio conhecemos, não foi considerada na hora de contar aquela história. Essas personagens parecem de fato mulheres negras reais, de Chicago, que também estão profundamente conectadas com sua identidade como mulheres. Isso teve um significado especial para mim.”
Como surge a personagem N.A.T.A.L.I.E., a I.A. que comanda o traje da Riri?
“Riri definitivamente não tem a intenção de criar a N.A.T.A.L.I.E. ela simplesmente aparece, como resultado de todo esse trauma não resolvido, não enfrentado, por falta de uma palavra melhor, que está ali, no fundo da mente da Riri. E acho que o fato de ela estar voltando para casa pela primeira vez em muito tempo — voltando para Chicago, para a mesma casa onde ela e a amiga que amava passaram tantos momentos — faz com que tudo isso venha à tona. No meio do esforço dela para proteger o futuro que imaginou para si mesma, essas lembranças simplesmente irrompem, de forma bastante literal, e é assim que a N.A.T.A.L.I.E. surge.”
O que a Riri pensa sobre os poderes misteriosos de Parker Robbins?
“No começo da série, magia é algo pelo qual Riri não tem o menor respeito. Ela é totalmente da tecnologia do que pode construir com as próprias mãos. Ela mesma diz que magia é só uma desculpa é a resposta que as pessoas dão quando não sabem como algo funciona, quando não conseguem chegar na raiz das coisas. E Riri é uma pessoa comprometida em entender as coisas a fundo, comprometida em encontrar respostas.”
“Parker e Riri não têm exatamente a melhor das apresentações, pois ela é trazida para o grupo do Parker com a condição de ter que provar seu valor, algo que, claramente, ela não aceita muito bem. Mas, no fim das contas, Riri decide entrar para a equipe porque enxerga ali uma chance de ganhar dinheiro fácil e rápido.”
O que você achou dos trajes criados para a série?
“O que eu mais gostei nos trajes foi o espaço que eles ocupam. Adorei o tamanho, são realmente grandes. Amo o fato de que a Riri, interpretada por mim, tem pouco mais de um metro e meio mas, com o traje, ela passa a ter quase dois metros de altura e fica imponente diante de todos. Acho que os trajes são uma representação física bem literal da força e da atitude dela, e gosto muito do fato de que essa imponência nunca desaparece. É refinado ela não diminui o traje por nada nem por ninguém. O Modelo IV representa a capacidade da Riri de se virar com o que tem, de improvisar e construir na hora, o que a torna incrível.”
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