Primeiras impressões: Resident Evil (2026) – Zach Cregger

Primeiras impressões: Resident Evil (2026) – Zach Cregger

Finalmente contive a ansiedade e assisti aos 30 minutos iniciais de Resident Evil, o novo filme dirigido por Zach Cregger (Noites Brutais, Weapons). O Longa metragem reimagina a célebre franquia de jogos da Capcom sob uma ótica autoral, situando sua trama no universo amado do game, mas com uma abordagem inédita.

Conforme relatos do diretor e matérias recentes anteciparam, a produção aposta em uma narrativa genuína de survivor horror. Em vez de escalar figuras consagradas da lore, a história introduz um protagonista inédito: Bryan, interpretado por Austin Abrams. O personagem trabalha como entregador e aceita uma carga de suprimentos médicos rumo a Raccoon City. Em poucos minutos, a prévia estabelece a assinatura técnica marcante de Cregger. Essa escolha criativa trará divisão entre o público, pois, embora a estética lembre o jogo, o longa toma grandes liberdades narrativas.

A pergunta é o que se espera de uma adaptação de um obra, e como transformar lá, por mais cinematográficos que games possam ser hoje, Cinema e TV são mídias diferentes, então como ainda manter fiel, tomando certas concessões para transpor isso para as grandes telas? o mesmo atualmente ocorre com o gênero de super-herói e principalmente com a DC, por exemplo, tendo que ter certas concessões para realizar como ocorre em Lanternas, o mesmo pode se dizer que o ocorre aqui nestes 30 minutos. O filme apresenta muitos elementos conhecidos nos games, e eu como um grande fã dos jogos, eu posso dizer que embora com ressalvas, fiquei muito mais imerso e interessado em ver a visão de Zach, que demonstrar ser fã dos games, com a série de elementos que apresentados ao longo deste período.

O longa consegue apresentar ambientações que deixam tenso já desde ínicio da partida do protagonista a Raccoon City, se prepare para sustos, inclusive consecutivos, mas bem executados, tecnicamente é um filme impecável ao que se aparenta, inclusive o trabalho sonoro é bem importante para imersão, então vejam em salas que tenho uma boa qualidade sonora, além de que a primeira pessoa, se assemelha muito com um tom que causa bastante medo e muito do que foi apresentado, lembra Resident Evil 7, que trouxe essa questão de survivor horror, de forma mais atenuada, isso faz como se fosse o espectador ali em tela, trazendo a sensação de medo e terror, bem conduzidos, assim com é nos games com o protagonista Ethan.

Até este ponto é uma grande acerto o protagonista ser alguém comum, e que vai investigando e descobrindo aos poucos o que esta ocorrendo assim como o público, creio que devido a experiências anteriores com adaptações duvidosas do game, finalmente creio que embora como gostasse de ver um pouco mais da lore dos games, podemos trazer Resident Evil como uma versão cinematográfica de outbreak, onde os elementos estão lá, mas ainda sim é bem diferente, mas talvez para essa adaptação para apresentar uma boa adaptação seja exatamente isso.

O diretor apresenta muitos elementos dos jogos como a presença e uma referência a sala segura dos jogos clássicos, os cães zumbis, e até o cartucho de balas, além da atmosfera como mencionado anteriormente, e você se sente na pele do protagonista, é bem no inicio dos acontecimentos, então a reação é genuína, principalmente de extintos de sobrevivência e espanto com os seres, sem saber o que fazer e ao mesmo tempo que reage, então gostei desta abordagem do diretor. Também cabe destacar que o jogo também me trouxe recordações de outra franquia famosa em alguns momentos que seria o do jogo Silent Hill.

O que pode ser um problema?

Embora seja tecido muitos elogios ao que foi apresentado, quem conhece Zach sabe que ele tem um estilo muito próprio que aplica em seus filmes, que acho que em alguns momentos desses 30 minutos, podem soar para alguns como perda de impacto. Pois embora haja terror, gore, ele aplica um dos elementos da sua estética que é o humor, que as vezes no contexto deste filme, se houver muito fica um pouco fora de tom, tirando por exemplo a experiência tensa que o filme que proporcionar e principalmente claustrofóbica, o que em um ponto especifico me tirou um pouco do filme.

Além disso creio que é necessário alinhar bem as expectativas, claro que são apenas 30 minutos, porém quanto a uma lore de personagens canônicos no universo dos games, não espere ver aqui, o filme é independente como mencionado anteriormente, e não demonstra que alguém dos jogos aparecerá, se ocorrer é um bônus.

Conclusão

Quem assistiu aos trailers com certo ceticismo pode se surpreender. O filme não aparenta ser mais um caça-níquel que apenas usa o nome do jogo para surfar no hype. Trata-se de uma releitura autoral que resgata a essência de diferentes fases de Resident Evil. O fator surpresa joga a favor, já que o material divulgado na campanha de marketing se concentra quase todo nesses 30 minutos iniciais, preservando o mistério sobre o restante da trama.

A pré venda de ingressos se inicia hoje, e o filme terá sua estreia nos cinemas brasileiros em 17 de setembro

Assista ao trailer do filme

Ficha Técnica

Título Original: Resident Evil
Direção: Zach Cregger
Duração: 90 minutos
Gênero: Terror/Ação
Ano: 2026
Classificação: 18 Anos

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