Claudia Cardinale, atriz aclamada nas décadas de 1960 e 1970, morreu aos 87 anos na noite de terça-feira (23), em Nemours, perto de Paris, na França. O anúncio foi feito por seu agente à agência de notícias France-Presse (AFP). Ícone do cinema, com trabalhos notáveis em “O Leopardo” e “Era Uma Vez no Oeste”, Claudia estava com os filhos no momento de sua morte, cuja causa não foi divulgada.
“Ela deixa o legado de uma mulher livre e cheia de inspiração tanto em sua trajetória de mulher quanto de artista”, disse seu agente, Laurent Savry, para a AFP. Nascida em 1938 em Túnis, na Tunísia — protetorado francês de 1881 a 1956 –, sua carreira começou aos 19 anos quando recebeu o prêmio de “Menina italiana Mais bonita na Tunísia” e ganhou como prêmio uma viagem para a Itália, especificamente, para o Festival de Veneza.
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Claudia rapidamente ganhou notoriedade dentro do cinema italiano, sendo desejada por diversos diretores de renome da época.
Em “8½”, de Fellini, ela foi a segunda mais creditada, depois de Marcello Mastroianni, por seu papel como Claudia. Uma musa evasiva e etérea, sedutora e imaginária, que oferece, como disse Roger Ebert, “a tentadora possibilidade de que tudo será perdoado”.
Ela também contracenou com Jean Paul Belmondo na aventura de época francesa de Philippe de Broca, “Cartouche” (1963). O New York Times, na época da crítica, observou: “A bela morena Claudia Cardinale, que dá tudo de si, inclusive a vida, para cortejar sua nobre dama, é nobremente dotada. E um sorriso rápido e chamativo, uma voz rouca e agradável e um senso de humor complementam os atributos físicos não escondidos por seus trajes ciganos.”
No papel que viria a marcar sua carreira, em “Era uma vez no oeste”, do diretor Sergio Leone, Cardinale serve como o fio condutor da história. Sua personagem, uma ex-prostituta que agora é casada e tem filhos, chega à propriedade do marido após uma viagem de Nova Orleans e descobre primeiro um cortejo fúnebre e depois os corpos de seus filhos mortos.
O longa marcou a carreira de Cardinale, e é amplamente considerado um dos maiores filmes da história. Com um legado riquíssimo para a história, o cinema se despede da bela atriz, que estampava no rosto, uma profunda curiosidade do público, e fazia disso, um condutor para suas histórias.
Arrivederci, Claudia!
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