QUANDO A DIVERSIDADE BUSCA UM REFÚGIO NOS GAMES, A BGS SE TORNA PALCO DESSE ENCONTRO

QUANDO A DIVERSIDADE BUSCA UM REFÚGIO NOS GAMES, A BGS SE TORNA PALCO DESSE ENCONTRO

Nos últimos anos, o universo gamer tem sido cada vez mais ocupado pela comunidade
LGBTQIAP+, seja nos eSports competitivos, seja nos jogos offline. Para muitos, esse
espaço dos games representa um lugar onde a diversão é o único fator realmente
importante, para outros, esse lugar se tornou um refúgio.

Um levantamento norte-americano de 2024, o GLAAD Gaming Report, revelou que 17% dos jogadores de videogame se identificam como parte da comunidade LGBTQIAP+. Entre eles, 73% afirmaram querer mais inclusão e representatividade nos personagens dentro dos jogos, justamente porque ainda não se sentem refletidos nas narrativas dessas histórias. Esses números mostram que ainda há trabalho pela frente.

Então, para além da diversão, o ambiente gamer se tornou um espaço de acolhimento para milhares de pessoas que, muitas vezes, enfrentam exclusão no mundo real. O próprio estudo aponta que, em estados norte-americanos com leis anti-LGBT, a presença da comunidade LGBTQIAP+ no público gamer é maior, reforçando como os jogos funcionam como um espaço seguro, onde a sexualidade não deveria importar, mas essa transformação não acontece apenas no ambiente virtual.

A BGS COMO UM ESPAÇO SEGURO

Eventos como a Brasil Game Show (BGS) cumprem um papel fundamental ao criar um espaço presencial de encontro, onde essas minorias podem se reconhecer, se fortalecer e construir laços que vão além da tela. Na BGS, a diversidade não é só representatividade nos jogos, mas também se manifesta nas conexões humanas, no respeito e na possibilidade de cada pessoa ser livre para jogar, competir e se expressar sem medo.

Conclusão

Por fim, a própria comunidade gamer por muito tempo sempre foi uma inferiorizada, formada muitas vezes por “nerds” que sofriam bullying, e ela não deveria hoje ser usada como um espaço para a perpetuação dessa violência contra um outro grupo minoritário. O futuro dos games será mais inclusivo à medida que entendermos que jogar nunca foi sobre excluir, mas sim sobre compartilhar experiências, histórias e conexões, seja no universo digital ou em encontros presenciais marcantes como os que a BGS consegue proporcionar à essa comunidade.

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