5 livros sul-coreanos para colocar na sua estante

5 livros sul-coreanos para colocar na sua estante

Não é novidade que diversos elementos da cultura de entretenimento leste-asiática têm forte apelo no Brasil. No caso da Coréia do Sul, é comum que vejamos doramas (os dramas coreanos) fazerem um sucesso explosivo dentre o público brasileiro, sem falar do k-pop, que ganhou o mundo nos últimos anos. A literatura coreana não ficou de fora dessa. Assim, a editoras têm investido em peso no lançamento de livros sul-coreanos, e o público tem recebido bem essa abertura dentro do nosso mercado para histórias asiáticas escritas por asiáticos, uma literatura que vai além dos animes e mangás (manhuas, manhwas e afins) que estão calcados em nossa memória afetiva há muitos anos.

E, por isso, faz-se extremamente interessante a forma como histórias diversas têm ganhado um território maior a cada ano que passa. Dessa forma, selecionamos cinco livros sul-coreanos para incorporar na sua estante.

Atos Humanos

Autoria: Han Kang

Editora: Todavia

Nº de Páginas: 192

Sinopse: “E0m maio de 1980, na cidade sul-coreana Gwangju, o exército reprimiu um levante estudantil, causando milhares de mortes. O evento de trágicas consequências foi transfigurado nesta ficção extraordinária, poética, violenta e repleta de humanidade. Construindo um mosaico de vozes e pontos de vista daqueles que foram afetados, Atos humanos é a demonstração dos poderosos recursos literários de Han Kang, uma das autoras mais importantes da cena contemporânea.”

Amêndoas

Autoria: Won-pyung Sohn

Editora: Rocco

Nº de Páginas: 288

Sinopse: “Yunjae nasceu com uma condição neurológica chamada alexitimia, ou a incapacidade de identificar e expressar sentimentos, como medo, tristeza, desejo ou raiva. Ele não tem amigos ― as duas estruturas em forma de amêndoas localizadas no fundo de seu cérebro causaram isso ―, mas a mãe e a avó lhe proporcionam uma vida segura e tranquila. O pequeno apartamento em que moram, acima do sebo da mãe, é decorado com cartazes coloridos com lembretes de quando sorrir, quando agradecer e quando demonstrar preocupação.

Então, no seu décimo sexto aniversário, véspera de Natal, tudo muda. Um ato chocante de violência destrói tudo que Yunjae conhece, deixando-o sozinho. Lutando para lidar com a perda, o garoto se isola no silêncio, até a chegada do problemático colega de escola Gon.

Conforme começa a se abrir para novas pessoas, algo se modifica lentamente dentro dele. Quando suas novas amizades passam a apresentar níveis de complexidade, Yunjae precisará aprender a lidar com um mundo que não compreende e até se colocar em risco para sair de sua zona de conforto.”

Kim Jiyoung, nascida em 1982

Autoria: Cho Nam-Joo

Editora: Intrínseca

Nº de Páginas: 176

Sinopse: “Em um pequeno apartamento nos arredores da frenética Seul vive Kim Jiyoung. Uma millennial comum, Jiyoung largou seu emprego em uma agência de marketing para cuidar da filha recém-nascida em tempo integral ― como se espera de tantas mulheres coreanas. Mas, em pouco tempo, ela começa a apresentar sintomas estranhos, que preocupam o marido e os sogros: Jiyoung personifica vozes de outras mulheres conhecidas ― vivas e mortas. A estranheza de seu comportamento cresce na mesma proporção que a frustração do marido, que acaba aconselhando a esposa a se consultar com um psiquiatra.

Toda a sua trajetória é, então, contada ao médico. Nascida em 1982 e com o nome mais comum entre as meninas coreanas, Kim Jiyoung rapidamente se dá conta de como é desfavorecida frente ao irmão mimado. Seu comportamento sempre é vigiado e cobrado pelos homens ao seu redor: desde os professores do ensino fundamental, que impõem uniformes rígidos às meninas, até os colegas de trabalho, que instalam uma câmera escondida no banheiro feminino para postar fotos íntimas das mulheres em sites pornográficos. Aos olhos do pai, é culpa de Jiyoung que os homens a assediem; aos olhos do marido, é dever dela abandonar a carreira para cuidar da casa e da filha.”

O Bom Filho

Autoria: You-jeong Jeong

Editora: Todavia

Nº de Páginas: 266

Sinopse: “Jovem nadador com um futuro brilhante, Yu-jin vê sua carreira ser interrompida pela epilepsia. Os remédios que previnem seus ataques acabam por cobrar um preço alto, e o sonho de ser um esportista é sepultado para sempre. Isso não o impede de sair escondido todas as noites para correr, contrariando sua mãe. Para ele, os riscos à saúde não se comparam aos prazeres da velocidade e da força.

Numa manhã qualquer, Yu-jin desperta sentindo cheiro de sangue. Tudo indica que tenha sofrido um ataque epiléptico à noite, mas, ao percorrer o apartamento, encontra o corpo da mãe ao pé da escada. Aos poucos, sua memória vai voltando, e ele tem a lembrança de tê-la ouvido chamar seu nome. Não está certo, no entanto, se ela pedia ajuda ou se tentava salvar a própria vida. Começa assim a busca desesperada do protagonista para esclarecer o que ocorreu na noite anterior. Juntando algumas poucas pistas, Yu-jin tentará montar o quebra-cabeça e descobrir o assassino. Conforme prossegue na investigação, procurará na própria memória as explicações para o crime, mas o passado esconde armadilhas mais tenebrosas do que ele pode prever. “

Queria morrer, mas no céu não tem tteokbokki

Autoria: Baek Sehee

Editora: Universo dos Livros

Nº de Páginas:182

Sinopse: “Baek Sehee é uma jovem adulta com uma personalidade ansiosa e depressiva. A verdade é que, desde pequena, ela era introvertida e ultrassensível — e as páginas do seu diário da infância não escondem que ela se sentia meio para baixo com frequência. Mesmo enquanto cai na risada com seus amigos, Baek sente um vazio interno profundo e que não faz sentido para ela.

Agora, na fase adulta, além de conseguir pequenas doses de felicidade com a sua comida de rua favorita — o tteokbokki, um bolinho de arroz quente e picante —, Baek decide buscar na terapia uma ajuda mais certeira, e não comestível. Ela busca entender a si mesma e finalmente encontrar explicações e mais nitidez sobre a própria personalidade, que parecem ter lhe faltado durante toda a sua vida.”

Enfim, esperamos que tenham gostado desta pequena seleção de livros sul-coreanos.

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